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segunda-feira, 11 de junho de 2012

Fwd: A História do Corpo Sagrado


Mensagem original
De: jose carlos lima < jose.carlos.lima@hotmail.com >
Para: edson_barrus@ig.com.br
Assunto: A História do Corpo Sagrado
Enviada: 10/12/2005 06:14

A História do Corpo Sagrado


Está escrito no computador
04:26
Sábado
10 de dezembro de 2005
Acordei de um sonho estranho
Sei lá, no sonho eu estava realizado uma performance
Sabe daqueles sonhos em que a gente não se lembra mas que fica alguma parte
na memória
Não sei porque, acordei tremendo[vibrando e assim fiquei parado sobre a cama esperando o corpo olho ser esfriar]
Que performance foi essa que me fez tremer=olhar=ser?
Tão estranho, mesmo que não me lembre da obra
Só me lembro do título: corpo sagrado
Ah, sim me lembro que estava usando uma túnica branca ou verde
não sei ao certo a cor
Restou apenas a sensação
A obra deixou-me uma estranha sensação

Não sei o que é isso que estou sentindo agora
No momento são 04:31
Preciso voltar a dormir, me acalmar
Não gosto de tomar calmante
Mas ontem, comprei um, natural, o nome é Tintura de Açariçoba
Produzido pela Pastoral da Saúde – fones (62) – 3273-3023, 9619-5663
Se comprei numa farmácia?
Não
Comprei no Museu de Arte Contemporânea
Engraçado como costumo fugir de pessoas com as quais pudesse me abrir
Enfim, fujo dos amigos como o diabo foge da cruz
Sei lá, é timidez=misantropia
Doença psiquiátrica
Caso de lobotomia=cirurgia psíquica
Que tal consultar o doutor JD?
Deus, leia-se Integral Perfeito, que me livre
Ele quis me internar como louco
Qual era minha doença?
Ser assim como sou
Se o remédio, a açariçoba, fez efeito?
Continuo acordado
Preciso dormir
Um momento, vou olhar minha caixa de e-mail
Ah sim, o Alexandre Pereira respondeu o "Os Mensageiros do Amor"
Existem pessoas com as quais a gente encontra por acaso e permanece até a
morte
O Alexandre é uma dessas pessoas
Atualmente mora no Amapá, onde é professor universitário
Nós nos encontramos no final da década de 80, no Museu de Arte
Contemporânea, durante um evento chamado "Prêmio BEG", um evento destinado a
expor obras de artes na área das artes plásticas e da literatura
Naquela época eu era o personagem JL
J de José, John, Joseph, Juta, Jesus, etc
L de Lennon, Lima, Libertário, etc
JL apresentou uma lata preta encontrada no lixo
Era uma lata muito bonita
Foi encontrada por acaso
Engraçado, já não tenho mais esta lata
Joguei fora feito lixo
Incrível como abrimos mão de tudo
Cadê minhas obras?
Não guardei e nem mesmo fotografei nada!!!!
Da mesma forma que costumamos não avaliar a perda de objetos
Costumamos também não ver a perda de amigos
E abrimos mão de pessoas das quais já somos amigos
Fechamos a porta para quem ainda não somos amigos por vários motivos
Medo
Pré-conceito
Ignorância
E assim joguei aquela lata no lixo
Lembro-me que era uma História
A História da Cruz
Cinco papeias de tamanho A-01 disposto em formado de cruz
E no coração da cruz a lata
Como o museu recusou minha obra, resolvi sair daquele ambiente
chiquérrimo=branco=perfeito e apresentar minha obra no mato, para loucos e
mendigos
Acontece que, como sempre, eu estava só
Ninguém para me ajudar a obra
Afinal de contas a nova obra consistia em encher a lata de laranjas=frutas e
servir para os mendigos
De manhã cedo
Uma espécie de desjejum
E o Alexandre foi a pessoa que se dispôs a me ajudar carregando a lata de
frutas para o mato e fotografando. Ele possuía uma máquina fotográfica, acho
que fazia um curso de fotografia. Se dispôs a fotografar sem nada cobrar,
tipo anjo caído do céu.
Se o transporte foi de carro=avião=nave?
Não. Foi a pé mesmo.
De táxi?
Não possuíamos dinheiro nem para jantar
A não ser chupar aquelas laranjas
Se a obra foi realizada?
Sim.
Se consta algum registro?
Trata-se de uma poucos obras que, de uma certa foi registrada
O escritor Brasigóis Felício, a quem não conhecia=conheço pessoalmente,
publicou uma crônica acerca da minha obra, constando do seu livro "Eles Não
Beijam no Molhado"
Pois o Alexandre é este aliado=amigo
E assim somos até hoje
A seguir, a resposta do Alexandre ao "Os Mensageiros do Amor"
E antes, uma palavra para o Alexandre
Amigo inesquecível, o mundo dá tantas voltas
E nestas voltas que o mundo dá te encontrei
Engraçado... foi assim, por acaso, que ontem me encontrei com o Richard e o
Babidu
É assim
Nada traçado
Você está mexendo com construção
O Fernando do Empreza também, quem me disse isso foi o Richard
Ele não estava ali, naquele momento, porque estava mexendo com construção
Fiquei sem saber se era construção de uma obra
e nem sei que obra
se era uma casa ou uma performance
quando imaginamos que não estamos construindo, já estamos sim
nunca sabemos, ao certo, quando começa a poesia
para mim, tudo o que você me diz é poético
de forma que não sei que tipo de construção é esta do Fernando
as palavras não são precisas
não são precisas as palavras
porque as palavras não são precisas
o mundo não foi feito para ser explicado mas para ser sentido
palavras nem sempre
as palavras não são precisas
não são precisas as palavras
porque as palavras não são precisas?
já um beijo é tão preciso!


Bjs,

José Carlos Lima


>From: "Alexandre Adalberto Pereira"
>Reply-To: alexandre.pereira@unifap.br
>To: "jose carlos lima"
>Subject: Re: Os Mensageiros do Amor
>Date: Fri, 9 Dec 2005 15:58:13 -0300
>
>
>
>Tenho pensado muito em você Jose Carlos=Artista, estou com muitas saudades,
>você era uma das poucas pessoas intocadas – intocáveis – sagradas
>(intocado/intocável/sagrado) que fazia minha vida em Goiânia valer a pena,
>num grupo de cerca de 7 a 10 pessoas.
>
> Estou com medo de sumir, preciso de uma idéia, preciso fazer ARte,
>respirar
>como você respira poros pelo pó. SOCORRO! CHAME-ME PARA MORRER.
>
>
>Tive uma idéia QUE QUERO QUE VOCE DIGA se é idéia. São dois homens
>vestidos com uma segunda pele de lycra cobrindo o tórax as pernas e a
>cabeça,
>eles estão rastejando sobre um campo de futebol (animus) , cruzam o campo
>(animus) de futebol e saem do enquadramento da vista apenas quando seus
>corpos de verdade, suas peles brancas começarem a ferir com o atrito,
>saindo
>do enquadramento quando a segunda pele estiver suja com a terra de
>cascalhos
>vermelhos e duros (animus) corromperem suas segundas peles. É para ser um
>vídeo.
>
>
>
>
>Declaração
>
>Declaro que desejo receber os e-mail do Artista José Carlos Lima. Que eles
>tem me feito pensar na vida e mesmo por isso tenho pressa em lê-los, fato
>que
>me tem feito sentir choro interno e vontade de gritar que sou artista
>humano
>e estou vivo.
>
>Alexandre Adalberto Pereira.
>
>
>
>
>
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