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sexta-feira, 29 de março de 2013

SpinLeaks




Vamos colocar os pingos nos “is”

Idéia não pode dizer tudo o que gostaria
Por isso não tem escrito ultimamente
Decretou feriado de si mesmo
7 de setembro foi feriado
No  calendário de Idéia este mês tem 73 dias
70 dias  úteis
3 dias parados, feriados
em dia parado Idéia não escreveolhaé
Do verbo ser
Tem ficado em silêncio por falta de energia
Energia elétrica?
Não!
Foi vampirazado
Como? Por quem? Como? Quando?
Porque isto ocorreu?
Isto ocorreu por falta da existência do Poder Curador nesta cidade-Estado
Por falta do Poder Curador Idéia  não pode abrir a boca
Abriu a boca, foi  furtado por um artista plástico
Vocês artistas plásticos de plástico são o “ uó”
Todo o vosso acervo é fruto de furto
Idéias furtadas
Que gênio
Gênio da ladroagem
Apropriação indébita das idéias de Idéia
Furto de rascunhos
Rabiscos
Será que querem reduzir Idéia a um amontoado de esboços?
Registros de sonhos
Silêncio
Idéia Sem Realização
Matam Idéia no nascedouro
Os hospícios estão cheios de Idéias
Que falta faz o Poder Curador
Para acompanhar esta gente
Cuja arte é ignorada  pelas cidades-Estados
A não ser quando aparecem pelas mãos de outros
Sob autoria de gente famosa
É a  indústria cultural
Indústria de furtos
Cadê o Poder Curador?
E tudo isto ocorre por falta do Poder Curador
Para curar os ratos
Cuidado com a Hantavirose!
Os ladrões fazem as leis para se beneficiarem a si mesmos
Por isso esta gente está sempre aí, governando, furtando
Eles furtam, furtam e, com o dinheiro furtado, voltam ao poder
A corrupção se alimentando da corrupção
Rios de janeiro trazendo de volta os ladrões ao poder
O TER  do Rio de Janeiro quis  impedir que os criminosos
Homicidas, traficantes, etc, fossem candidatos
Não pode impedir tamanha imoralidade
A lei não permite tal impedimento
Claro, os ladrões,  deicidas, homicidas, etc, fazem as leis para si mesmos
Não se pode mostrar a ficha criminal deste candidatos
Quando o (e)leitor deveria ter o direito de estar votando em gente sã
Não é obrigação nossa sair por aí pesquisando o passado de candidato A ou B
Que país é este?
Nesta noite dormindo sonhei com um buraco em frente ao templo
Buraco para mim significa corrupção, deterioração
Como silenciar-se diante do buraco a céu aberto em frente ao templo?
Os fiéis não vieram ao templo para caírem no buraco
Eles vieram para  se libertar
Jamais para se corromperem
É isto que estão fazendo as igrejas
Ela incentiva o TER, TER, TER
Com um fundamentalismo digno destes que mataram as crianças russas
Disseminam o ódio contra os homossexuais
No sonho em frente ao templo a terra corrompida desabava
Havia umas ribanceiras
Terra rachada
Aberta
Sangrada
Olhei direito e percebi o perigo
Flanco
Poço
Que perigo
As crianças cairão no buraco
Como silenciar-se diante de tal situação
Um fiel caiu no buraco
Com vergonha medo de ser ridicularizado
Saio enlameado  dos pés à cabeça
Saiu em silêncio
Resignado
Não podemos silenciar
Vamos dramatizar,problematizar
O poeta fez isso de forma magistral
Ouça Rosa de Hiroshima
Uma das leis do Integral Perfeito diz que “a contradição se elimina com a contradição, ou seja, com a manifestação dela
Assim como a doença que se elimina com a doença, ou seja, com a manifestação dela”
Dias atrás, em sonhou,  viu e ouviu o spin cantor Ney Matogrosso
No sonho ele cantou “Rosa de Hiroshima”
Se não se engana, letra de Vinícius de Moraes, spin compositor, cantor, humano
Porque sonhei com o spin cantor?
Os dois, Idéia & Ney Matogrosso, tem linhas cruzadas
Sincronicidade
Caixa de som
De vez em quando, dormindo, Idéia  assiste a show inteiros do cantor
Sempre magnífico
Assim, em m sonho, Idéia do Céu
Idéia Sem Limite
Idéia Sem Amaras
Viu ouviu Imagine, de John Lennon, com a Simone, spin cantora, humana
O viu usando uma cinta na barriga, este sonho foi corroborado no show Batuque
No sonho, a cinta teria como função, além de ser um adorno, ocultar o “bucho-de-velho”
Idéia Sem Idade
Foi assim quando Idéia, em sonho,  antes da realidade
Idéia antes da realidade
O viu ouviu, em sonho, cantando com uma dupla sertaneja
O viu no carnaval na Bahia
O viu com uma dor de cabeça
O viu no dentista
O viu ausente no filme Cazuza
O viu na medicina  ortomecular
O viu interessado em fitoterapia
Viu o seu CD 25 sendo produzido às escondidas
Quando nem o próprio cantor sabia de tal produção
Idéia onipresente oniciente
No momento exato do pensamento
Ver ouvir assistir ao cantor durante o sono
Para Idéia isto é um grande rivilégio
Um presente dado pelo Integral Perfeito
O spin deus
Aquele que criou olhou rege o cosmos
E do qual originam-se as leis da integralidadeperfeição
Há uns 5 dias,  durante a dormência, Idéia assistiu a um show inteiro do spin cantor Ney Matogrosso
Após o show saiu e, lá na frente ouviu o cantor cantando mais um música
Voltou correndo
E viu ouviu o cantor cantando Rosa de Hiroshima
Alerta poético
O massacre das crianças russas
No consultório
Médico: o que Rosa de Hiroshima significa para Idéia?
Idéia: um alerta, alerta proferido de um jeito muito bonito, poético
No sonho, ocorrido há uns 5 dias,  o cantor estava apresentado show na Avenida Santos Dumont ETE/Saneago
Perto do Rio Meia Ponte
Na beira da estrada
Quando ouviu, lá de longe, o cantor cantando Rosa de Hiroshima
Idéia voltou correndo para ouvir ver o cantor
Naquele sonho, o cantor estaria cantando vestido como no “Secos & Molhados”
Teve o privilégio de ficar pertinho do cantor
O cantor estava usando uma malha branca colada ao corpo
Ele estava com o rosto pintado
E o seu rosto estava quase invisível
Na penumbra
Faltou luz no rosto do cantor
Faltou luz no rosto do cantor
Tudo bem
Foi esplêndida a sua apresentação
Após o show Idéia quis presentear agradecer ao cantor
Idéia viu-se sem nada na mão
Não trouxe nada
Percebeu-se de mãos vazias
Neste momento não gostou de ser tão displicente
Ou excesso de rigor
Medo que o cantor não gostasse do que ele Idéia  havia escrito
Mas teria que presentear o cantor
Como forma de retribuir tanta beleza
Nem mesmo uma carta?
Nada?
Somente o silêncio?
Uma poesia
Neste momento, no sonho, Idéia viu-se com um presente nas mãos para ser dado ao cantor
O desafio agora seria chegar perto do cantor
Ele poderia sair por outra saída
Quem sabe pelo subsolo?
Idéia ficou ansioso com o presente nas mãos
O presente era uma cruz
Não cruz no sentido de sofrimento
Mas de perfeição
A cruz como forma de tudo o que há
E o que não há
Não exatamente uma cruz mas uma rede de pescar
Uma rede de pescar guardada na cruz na cruz
No sonho
Ao terminar o show com a música Rosa de Hiroshima
Idéia quis entregar um presente ao Ney
Quis dizer ao cantor “obrigado”
Quis agradece-lo
Desculpe-me, faltou o acento em agradecê
É quando digito o hífen e dou um espaço o acento desaparece
Idéia Sem Acento
Idéia Sem Chapéu
sem assento acento
o computador, quando coloco o travessão, hífen, apaga o acento
Computador aéreo
Computador, cadê o teu senso de realidade?
Numa escala de 1 a 10 o senso de realidade deste computador é zero
Cenário.
Médico: o que a cruz simboliza para mim?
Idéia: Beleza, beleza, beleza
Como eu gostaria de ser guardado na cru!
É tão bom
A cruz é o máximo da perfeição
Nada a ver com o perfeccionismo da suástica
Idéia não quer ser guardado numa suástica
Jamais
A cruz suástica não passa de uma tabula rasa
Não cabe nada ali
Já na cruz de Idéia....
Ali sim, cabe tudo
Cabe uma pessoa
Não uma pessoa crucificada, pregada
Mas uma pessoa embalada
Acalantada pela cruz
Nada a ver com sofrimento crucificação
Idéia gostaria de ser guardado
Acalantado
Dormi na cruz
É tão bom!
Nada a ver com crucificação
Os átomos, os aviões , as pessoas
Tudo cabe na cruz de Idéia
Tudo o que há
E o que não há
Ultimamente Idéia tem sonhado com a sua  cruz
Uma referência ao massacre das crianças russas
Sim
Talvez
Não sabe
Mas aquelas crianças precisavam ser acalantadas
Em vida
Por suas mães
Como na foto que saiu na capa da revista Veja, spin verbalizadora, pessoa jurídica
Mortos antes de viverem a vida
Antes da vida
Seus pais
Mortos por umbando de loucos ensandecidos
Homicidas
Deicidas
Os nomes deles não podem ser ditos
A não são ser no Dia da Exumação Universal
Quando os nomes deles serão ditos
Serão ditos sim
Quando poderão ser vistos como são
Como deicidas
Fundamentalistas islâmicos, cristãos
Tão quanto H, o perfeccionista alemão que matou Olga, spin poetisa, humana
 (Ouça “Rosa de Hiroshima,”  na voz de Ney Matogrosso)
Aquele nomes que não podem ser ditos
Não serão guardados na cruz
Um grande rosário
As contas do rosário eram do tamanho de duas mãos postas
Eram bolas amarelo, amarelo integral, da cor da flor do ipê amarelo
A cruz do rosário era de madeira pau brasil
Idéia está falando do sonho em que quis entregar a sua cruz ao Ney
No sonho, ele saiu pela saída do subsolo
Por isso não pode lhe entregar a cruz
Não cruz no sentido de sofrimento
Mas cruz poetizada, desproblematizada
Se no sonho Idéia presenteou ao Ney Matogrosso?
Não
Não naquele momento
Se não pode fazer isto naquele momento
O faz agora
Neste momento, 12 horas, meio dia
O sol no meio do céu
Idéia entrega a Cruz de Idéia ao cantor-mor
Sente-se livre, leve
Idéia espera que o cantor-mor sinta a mesma coisa
Insustentavelmente leve
Assim é a Cruz de Idéia
O calendário de Idéia
Tudo o que há e o que não há
Idéia foi-se embora
Feliz por ter dado este presente ao pin cantor
Obrigado
Idéia passa ao momento da retificação
Dias atrás,  não sabe em qual versículo, Idéia citou a música “A Carta” como tendo sido uma música gravada pelo spin cantor Ney Matogrosso
Idéia retifica
Na verdade o cantor não gravou nenhuma música com tal título
Trata-se de um lapso
Na verdade o nome da música à qual quis referir-se  é  “Caro Amigo”
Escrita por Lucio Dalla, Aloysio Reis e Biafra
Está no LP “Quem Não Vive Tem Medo da Morte”
Outra retificação impossível de ser feita é o nome do Tribunal Regional Eleitoral escrito em forma de sigla
É que este computador não permite se escrever o T e depois o R e em seguida o E
Quando Idéia escreve e dá espaço, as letras se invertem
E aí aparece TER
Verbo possuir
Dá espaço o R vem pra cá e o E pra lá
Que absurdo
Este computador sem lógica nenhuma
Também não aceita o assento no travessão
Não escreve olha-lo
Como se vê, faltou o acento no a
Não fui eu
É este computador errante
O acento em “cá” entra
Mas nem em “pra” 
Se escrevo aquilo, vira TER
Sei lá, que sensação estranha
Acho que até as máquinas estão protestando contra certos nomes
Tratam-se de nomes proibidos
Que Idéia não pode dizer escrever olhar ser
É que uma das leis da integralidade perfeição diz que
“não pronunciai certos nomes/ porque os nomes provocam o que eles simbolizam/ olham/ são”
Os nomes ruins não podem ser ditos
Eles  provocam o que simbolizam, olham, são”
Pensando nas crianças,  os nomes ruins jamais poderiam ser ditos na TV, spin verbalizadora, pessoa jurídica
Jamais o nome de H, o perfeccionista alemão que matou Olga
Mãe da recém-nascida Anita Leocádia
H, matou crianças, judeus, homossexuais, negros...
Todos aqueles que fugiam ao seu padrão de perfeição racial, sexual, espiritual, política...
Vampiro perdido em símbolos
Coro (crianças): Porque o nome dele não pode ser dito?
Idéia (caixa de som): porque os nomes provocam o que eles simbolizam/olham/são
Por isso certos nomes não  podem ser ditos
Coro (crianças): quando eles poderão ser ditos?
Idéia (caixa de som): no final dos tempos
Coro: o que ocorrerá no final dos tempos
Idéia: ocorrerá a Grande Exumação Universal
Não confunda com Ressurreição
Exumação não tem nada a ver com ressurreição
Coro: como será a Grande Exumação?
Idéia: todos os nomes serão desenterrados
Coro: quem fará a Grande Exumação
Idéia: um grupo de escolhidos
No máximo 6
Eles usarão, cada um deles, uma testeira vermelha
Tal como deve ser feito quando nascemos
Eles, usando suas testeiras vermelhas
Não serão afetados pela exumação
Tudo será contado
A História virá à tona
Muitos se surpreenderão
Quando eles forem exumados olhados sidos
Muitos, uma terça parte da humanidade não resistirá
Terão de ocultar seus rostos
( Vide a obra Juízo Final, se não se engana, do spin pintor Michelangelo)
Isto ocorrerá sim
Não enquanto ressurreição
Mas como exumação
O Dia da Exumação
Ele está lá, sepultado com todos os seus nomes, símbolos
O sepulcro está quente
Anjo podre, apocalíptico, infernal
Teu sepulcro é a Lua
Idéia sabe o quanto és sensível às palavras
Basta que se pronuncie certos nomes
Para que num segundo parta da Lua
E parta corações
E marte
Mate
Mate
Mate
Mas um dia serás exumados
Tu e todos os teus nomes, olhos, seres
Após seres olhados atentamente
Serás rasgado
Todos os teus nomes serão definitivamente destruídos, esquecidos
Tu não serás mais dito olhado sido
Aí sim, passará a reinar o tempo da paz
Haverá um único mandamento: ser bom
sepultado na Lua
quente apocalíptico infernal
A exumação dos nomes
Exumará os nomes proibidos
Será dito o nome Olga Benário
Mas o teu nome
Carrasco
Uma terça da humanidade não suportará
Se Idéia assistiu ao filme Olga
Ainda não
Falta de tempo!
Idéia não tem tempo nem para visitar nem mesmo seus pais
Cobra-se muito por isso
Aí, durante o sono, vê-se com uma obra de arte na palma da mão
Se Idéia sofre de algum medo?
Sim
Medo de ser furtado por artistas plásticos
Eles estão acompanhando Idéia
Artistas plásticos, não furtem as idéias de Idéia
Vocês mesmo, que  trabalham a partir de idéias alheias
Com as idéias de Idéia
Ao visitar uma exposição
Idéia teve a sensação de que o artista usou seus rascunhos
Rabiscos
Trabalhos escolares
Para fazer sua exposição
Coisas furtadas
Será que pensam que Idéia não existe
Não só existe como tudo pertence a Idéia
Tudo veio de Idéia
Sempre foi assim, desde a GDI, Grande Deiscência de Idéia, que os cientistas chamam de Grande Deiscência Estelar, alias, Big Bang
Tudo originou-se de Idéia
Idéia não quer ser rascunho
Idéia não é um esboço
O spin cartunista Almir, do jornal Diário da Manhã
foi furtado por Angeli, este mesmo, famosíssimo, visibilíssimo
O Almir,  um desconhecido, foi passado pra trás, foi furtado
É tão fácil ficar famoso a partir dos rascunhos alheios
Claro, o mais difícil é o primeiro  esboço, o rascunho, a Tempestade de Idéia
Executar é tão fácil
Executar se executa num segundo
É tão fácil criar a partir de idéias alheias
Leiam o jornal Diário da Manhã, se não me engano, de 10/09/2004
O jornal reporta que o cartunista Almir publicou sua obra, um desenho sobre a matança de mendigos em São Paulo – da Liga do Rio Tietê
Ele publicou na internet
Uns dois dias depois o cartunista Angeli  publicou uma um desenho que, não tenhamos a menor dúvida, foi feito a partir do desenho de Almir
O desenho do Almir publicado na internet, este suporte que é, cada vez mais, um antro de perdição, um grande supermercado da pirataria, do furto
O Angeli apenas fez o acabamento final
O cenário, um viaduto que remete à casa dos mendigos, uma referência ao assassinato de moradores de rua, e a frase “entre sem bater”
Tudo foi, antes , feito por Almir
O Angeli se apropriou indevidamente
Isto ocorre na Internet
Idéia sabe o risco que corre
Fazer o que, se não há outro canal de expressão
Se não existe o Poder Curador, fazer o que?
Isto ocorre na internet
E também nas escolas
Professores furtando as idéias de alunos
Se Idéia vai parar de  escrever via  Internet?
Fazer o que, se o Poder Curador,  para quem a gente poderia escrever sem medo nem culpa, não existe nesta cidade-Estado?
Fazer o que?
Idéia tem necessidade de se expressar olhar ser
Não existem canais de expressão que inspirem confiança
Não existe o Poder Curador
Um poder constituído
A garantia do sigilo médico
Que nos permitisse fluir sem medo
Sem medo de ser
Sem amarras
Falando em  se expressar sem medo, Idéia leu num artigo de Calligari, na Folha de São Paulo, que os psicólogos terão o dever de enviar à polícia as confissões de seus pacientes
Que absurdo dos absurdos
Que país é este?
O não poder expressar-se, nem mesmo para os médicos
Seria o fim de Idéia
O medo é o pior coisa para Idéia
Idéia fez um balança do sua vida e viu o quanto já deixou de viver a vida por medo
Dormindo, sonhou que estava escrevendo neste computador, neste momento
Escreveu a frase “viver na vida”
Logo em seguida o computador que não obedece aos comandos trocou a frase por “viver a vida”
Medo da morte
Medo de ser apedrejado
Medo da cruz
Idéia Sem Fluência
Idéia Sem Coragem
Idéia Sem Iniciativa
Idéia Sem Vida
Idéia Sem Morte
Idéia Sem Rosto
Idéia Sem Sexo
Idéia Sem Nome
Idéia Sem Corpo
Idéia Sem Matéria
Idéia Sem A, O, Ar, Oxigênio, Hidrogênio


Grato,
José Carlos Lima

Idéia acompanha este calendário
Marte: 07/01 a 20/3.73 dias, 74 em ano bissexto. 70 dias úteis
Júpiter: 21/3 a 01/06.73 dias, 70 dias úteis
Saturno: 02/06 a 13/08.73 dias, 70 dias úteis
Urano: 14/08 a 25/10. 73 dias, 70 dias úteis
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Em "A História de Idéia-I, 59/60"  Idéia relatou  um suposto plágio praticado por Angeli em relação a Almir, cartunistas.  Devido a uma das leis da integralidade perfeição, que diz que somente a retificação é o maior dom do spin deus, o Integral Perfeito, que os tolos é que não se retificam, os reis é que não se retificam,  Idéia retifica o que disse no canto anterior.  E faz isto enviando, a seguir, a explicação do cartunista Angeli, sobre o assunto.

Extraído do jornal 
JORNAL DIÁRIO DA MANHÃ, 10/0/2004
DM REVISTA
Leia o artigo em www.dm.com.br
Em edições anteriores e, depois, em DM REVISTA
Ah, o DM de 09/09/2004 trás o artigo com o cartunista Almir. Clique em edições anteriroes e, depois, em DM Revista.

Entrevista - Angeli
Na ponta do lápis
O cartunista paulista fala sobre os dois lados da sincronicidade de idéias na profissão
  
10/09/2004


Na edição de ontem, o DMRevista publicou uma matéria sobre a coincidência entre uma charge desenhada pelo Almir no Diário da Manhã, sobre o assassinato de moradores de rua em São Paulo, e outra do paulista Angeli, sobre o mesmo tema, que saiu na Folha de S.Paulo dois dias depois. Uma coincidência, não um plágio – é bom ressaltar, que valoriza a prata da casa. Procuramos falar com o Angeli antes de publicar a matéria, mas não conseguimos, porque ele não estava em São Paulo. Como o contato, feito por e-mail com um pouco de atraso, continua pertinente, eis o resultado em forma de entrevista. Com a palavra, um dos maiores artistas gráficos do Brasil.

Diário da Manhã  Esse tipo de coincidência já aconteceu com você, inclusive em sentido contrário?
Angeli – Já aconteceu nos dois sentidos. São coincidências que, vez ou outra, acontecem na área do desenho de humor. Algumas idéias parecem que flutuam sobre várias pranchetas e, em algumas, elas pousam. No caso desta charge, fui buscar como referência um fato vivido pelo Aparício Torelly, o Barão de Itararé, grande humorista dos anos 50 que, depois de ter a redação de seu jornal, A Manha, invadida e destruída pela polícia de Getúlio, no dia seguinte pendurou uma plaqueta na porta: Entre Sem Bater. Não vi a charge publicada no Diário da Manhã. Aliás, por ignorância, não conheço o autor da charge. Gostaria de saber, fiquei curioso.

DM  A internet facilita, digamos, um intercâmbio involuntário de idéias?
Angeli – Se eu entro no site do DM, vejo uma charge, pego a idéia e a redesenho para outro jornal, isso não é intercâmbio e, sim, uma tremenda chupada. Cópia descarada. Charge pirata! Intercâmbio seria se eu me influenciasse pelo estilo do chargista do DM e, daí, partisse para uma coisa própria. Na internet, mantenho duas colunas semanais no UOL e elas são assinadas. Portanto, seja no papel dos jornais e revistas ou nos veículos virtuais, a intenção é fazer uma peça autoral, única e personalizada. Mas já vi coisas minhas e de outros cartunistas redesenhadas e assinadas por mãos alheias e amadoras. Recentemente o Nani, cartunista mineiro, me alertou acerca de uma charge que fiz para a Folha. A idéia era igual a uma publicada por ele, talvez no Pasquim. Ele achou que foi uma chupada. O curioso é quando desenhei a tal charge, sorrateiramente, estava fazendo um releitura de uma outra charge minha, publicada 10 anos antes da charge dele. Depois, no site ChargeOnline, encontrei a mesma idéia desenhada pelo cartunista Bello. Foi um corrente de coincidências. Se alguém chupou alguma coisa, fui eu, a mim mesmo. Coisa do tipo já aconteceu também entre mim e o Santiago, desenhista gaúcho. Voltando ao Nani, folheando seu último livro de charges, encontrei talvez uns quatro cartuns que eu já havia desenhado antes. No entanto, todos são visíveis coincidências. Na verdade, eu odeio quando isso acontece. Significa que relaxei na vigilância pela originalidade. Tentei ser único, acabei sendo igual. Acredito que o bom cartunista é aquele que tem idéias originais e uma visão de mundo própria.

DM – Quando, na sua opinião, uma influência se transforma em plágio?
Angeli – Influência é benéfica. É quando um artista aprende a formular o seu próprio discurso, decodificando o trabalho de outro artista. Ou outros. Eu, por exemplo, tenho influências diversas. Não só de cartunistas, mas também de cineastas, músicos, pintores e fotógrafos de todos os naipes. Agora, na maioria das vezes, as influências vêm de artistas mais velhos, mais prontos do que a gente. São os professores involuntários. Por isso, até hoje, depois de 34 anos de carreira, antes de fazer algo original, sempre consulto Robert Crumb e Millôr Fernandes. Agora, para a influência se tornar plágio basta eu começar a copiar parcialmente ou integralmente todos os cartuns que o Millôr e o Crumb já fizeram. Aí, será melhor parar de consultar os mestres e consultar um psiquiatra, pois estarei sofrendo de falta de identidade. Entrarei em crise.

DM  Quem você literalmente copiava, no começo de carreira?
Angeli – Eu publiquei o meu primeiro desenho aos 14 anos, então, nada era definido. Copiar alguém fazia parte do aprendizado. Claro, nesta época, o cartunista da moda era o Ziraldo. Não só eu, quase todos da minha geração, tiveram o trabalho dele como referência. Além do Ziraldo, copiei também o Fortuna, Jaguar, Millôr e, através deles, cheguei nos cartunistas que os influenciaram. Depois veio o Crumb e a minha cabeça entortou. Foi aí que comecei a desenvolver o meu barato próprio. Carrego até hoje as influências desses caras e de muitos outros. Tem cartunista argentino, polonês, americano, francês, chileno. A lista é grande.

DM  É comum que um tema candente como esse estimule idéias parecidas?
Angeli – Claro que sim. Jornal diário, tempo curto, o mesmo assunto... é um convite à mesmice. Eu procuro dedicar bastante tempo à elaboração da idéia e do desenho das minhas charges, para que sejam únicas. Mas há dias que a gente escorrega na ladeira e rola até a vala comum. Eu odeio quando acontece isso. Fico muito puto. Meio derrotado.


Grato,
José Carlos Lima

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